For more than two years I have been working directly with projects linked to gender equality in multicultural contexts. Explaining inequalities and its structures is crucial to understand how we engage on an agenda of development toward a future where people can thrive in balance with the planet.

 

To comprehend the origins of gender inequality, a return to a brief past in which women had no right to participate in society is useful. Currently, we can see how much the economy of care (taking care of children, the home, the elderly) is still supported by the work of girls and women so that other people can generate income in the household.

 

According to data from Oxfam, women and girls worldwide dedicate 12.5 billion hours every day to unpaid care work – which would represent a contribution of at least US $ 10.8 trillion per year to the global economy; more than three times the value of the world’s technology industry. In addition, women and girls are responsible for more than 75% of unpaid care activities in the world and represent two-thirds of the workforce involved in paid care activities. Moreover, according to Oxfam data, men hold 50% more wealth than women worldwide.

 

The concentration of income and the inequality in the distribution of unpaid care activities between men and women has become so intense that a careful look, and above all, action is necessary.

Why should we invest in the development of women?

#1. To act in the development of women is to act in a systemic way: To tackle the complex challenges we face, an interconnected approach is necessary. When we work to generate conditions for women to seek development, we are impacting in an intersectional way in other Sustainable Development Goals (SDGs), including curbing climate change, as shown by UN Women in this image and by the World Economic Forum in this article as well.

 

 

#2. The greater the diversity of an environment, the more fertile it is for innovation to flourish: That is, when we invest in women and amplify their voices, the solutions become increasingly plural and with that, we open the field for innovation to flourish. In my journey, I also understood that acting on the thematic of women or gender equity is the gateway to other relevant matters such as race, ethnicity and so many other voices that are not heard in the mainstream.

#3. Diversity and sustainability go hand in hand: The more diverse a system is, the greater your chances of adapting to changes. And in today’s times of accelerated change, resilience and the ability to learn are key.

 

Ultimately, what do women really need?

 

In one word: access.

Access means not ignoring the care economy and providing conditions for girls and women to have time and space to be able to participate fully in society and the economy, both in the entrepreneurship agenda and working for companies. And, last but not least, providing a safe space to allow for their creativity to emerge.

 

 

As evidence shows, empowered women transform societies, and at FUNDES, we count on your leadership to take action to effectively contribute to the gender equality agenda through the empowerment of female entreprepreneurs in Latinamérica.

 

Author: Caroline Busatto – Country Manager FUNDES Brazil.

Caroline Busatto is Country Manager at FUNDES Brazil, leader in sustainability by United People Global, teacher in New Economics and leads multicultural gender equity initiatives that articulate with different actors to make social change, toward a life-enhancing economy.

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Como o desenvolvimento de lideranças femininas gera impacto positivo

Há mais de dois anos comecei a atuar diretamente com causas ligadas à equidade de gênero de maneira multicultural. Compreender a desigualdade e suas estruturas é crucial para compreender como nos engajamos em uma agenda de desenvolvimento para construir um futuro mais justo e próspero.

 

Para compreender as origens da desigualdade de gênero, um retorno a um passado breve no qual as mulheres não tinham direito de participação na sociedade é útil. Na nossa história atual podemos ver o quanto a economia do cuidado (de crianças, da casa, de pessoas com idade) ainda se apoia no trabalho de meninas e mulheres para que outras pessoas possam gerar renda nos domicílios.

 

Segundo dados da Oxfam, no mundo todo, mulheres e meninas dedicam 12,5 bilhões de horas, todos os dias, ao trabalho de cuidado não remunerado – o que representaria uma contribuição de pelo menos US$ 10,8 trilhões por ano à economia global, ou mais de três vezes o valor da indústria de tecnologia do mundo. Além disso, as mulheres e meninas são responsáveis por mais de três quartos das atividades de cuidado não remunerado realizado no mundo, e representam dois terços da força de trabalho envolvida em atividades de cuidado remuneradas.

 

No mundo todo, ainda segundo dados da Oxfam, os homens detêm 50% mais da riqueza que mulheres. A concentração de renda e a desigualdade da distribuição das atividades de cuidado entre homens e mulheres se acirrou tanto que é necessário um olhar atento e acima de tudo ação – que pode gerar benefícios incríveis.

Quais os ganhos em investir no desenvolvimento de mulheres?

#1. Atuar no desenvolvimento de mulheres é atuar de maneira sistêmica: Para fazer frente aos desafios complexos que enfrentamos, somente uma abordagem interconectada é possível. Quanto atuamos em gerar condições para que as mulheres busquem desenvolvimento, estamos atuando de maneira interseccional em outros Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), inclusive em frear as mudanças climáticas, conforme demonstra a ONU Mulheres nessa imagem e o Fórum Econômico Mundial também nesse artigo.

 

 

#2. Porque quanto maior é a diversidade de um ambiente, mais fértil ele é para a inovação florescer: Ou seja, quando investimos em mulheres e amplificamos suas vozes, mais plural se tornam as soluções e com isso, abrimos campo para a inovação florescer. Na minha caminhada, também compreendi que atuar na temática de mulheres ou a equidade de gênero é a porta de entrada para outros temas como raça, etnia e tantas outras vozes que não são ouvidas no mainstream.

#3. Pois diversidade e sustentabilidade andam lado a lado: Quanto mais diverso for um sistema, maiores são as suas chances de se adaptar às mudanças. E nos tempos atuais de mudanças aceleradas, resiliência e capacidade de aprendizado são chave.

Afinal, do que as mulheres precisam?

Em uma palavra: acesso.

Acesso significa não ignorar a economia do cuidado e dar condições para meninas e mulheres tenham tempo e espaço para poderem participar plenamente na sociedade e na economia, seja na agenda do empreendedorismo quanto atuando para empresas. E, além disso de tudo espaço seguro para sua criatividade poder emergir.

 

 

Como mostram as evidências, mulheres empoderadas transformam as sociedades e, nós da FUNDES, contamos com líderes e parceiros que desejam contribuir efetivamente para a agenda da equidade de gênero por meio do empoderamento de empresárias na América Latina.

 

Autor: Caroline Busatto – Country Manager FUNDES Brasil.

Caroline Busatto é Country Manager da FUNDES Brasil, líder em sustentabilidade pela United People Global, professora em Nova Economia e lidera iniciativas multiculturais de equidade de gênero que articulam com diversos atores para fazer a mudança social, rumo a uma economia que favoreça a vida.